Orientações para coleta e envio de amostras fiscais

– No preenchimento do TCA (termo de coleta de amostras), o fiscal deve anotar a garantia constante nas etiquetas que constam nas embalagens das sementes. A maioria dos produtores garante apenas o mínimo exigido no padrão, por exemplo, 60% de pureza e 60% de viabilidade para Brachiaria brizantha, 98% de pureza e 85% de germinação para milho, e não garantem os valores reais das análises, que são os que constam no termo de conformidade. Por isso, as garantias devem ser retiradas das embalagens, e não do termo de conformidade. É boa prática inclusive fotografar a etiqueta da embalagem com o celular, para tirar dúvidas que possam ocorrer a posteriori.

– Em amostras de forrageiras (Brachiaria spp., Panicum maximum) é importante verificar na embalagem (fotografar a etiqueta para tirar dúvidas depois, se preciso) se a garantia é de germinação ou de viabilidade, pois no laboratório teremos que analisar pelo método pelo qual foi dada a garantia. Na prática, poucos produtores garantem germinação, quase todos garantem viabilidade. Então, é importante definir claramente se a garantia é de germinação ou de viabilidade, de acordo com o que está informado na embalagem das sementes.

– O fiscal deve estar atento aos pesos mínimos das amostras médias a serem enviados para o laboratório que pode estar nas RAS ou nos padrões das espécies.

– Preenchimento do TCA – nome da espécie e nome da cultivar devem estar de acordo com o que consta no RNC (Registro Nacional de Cultivares). Recomendamos fazer uma cópia do termo de conformidade e fotografar a etiqueta da sacaria para tirar dúvidas que possam ocorrer, pois às vezes o produtor também usa nomes incorretos da espécie e/ou da cultivar.

– Lacre da amostra duplicata: a amostra que será enviada para o LASO não precisa de tantos cuidados para prevenir fraudes, pois sairá da mão de um fiscal, que coletou a amostra, para a mão do fiscal do laboratório, que irá fazer as análises. Basta assegurar a integridade e a correta identificação da amostra, fechando a amostra adequadamente para prevenir vazamentos e preenchendo corretamente os campos de identificação. Já para a amostra duplicata, que ficará em poder do interessado, além desses cuidados, é necessário lacrar de forma muito criteriosa para prevenir fraudes ou dúvidas com relação à integridade da amostra. Uma boa prática é colocar a amostra em um saco de papel, lacrar o mesmo com fita adesiva, e então colocar dentro da caixa de coleta, que também deve ser lacrada com a fita adesiva timbrada (IMA ou MAPA), com algumas assinaturas do fiscal que peguem a fita e a caixa (nas bordas da fita). Além de lacrar o topo e a base da caixa, é crucial lacrar também a lateral com fita adesiva e assinar nos bordos da fita.

– Amostra duplicata deve ser obtida pela divisão da amostra composta obtida do lote, essa divisão deve ser feita preferencialmente em um divisor de solos, caso não seja possível, deve-se empregar um dos métodos de divisão manual prescrito nas RAS 2009.

– As Regras para Análise de Sementes (RAS, 2009) trazem tabelas de tolerância que devem ser usadas pela fiscalização para pureza (Tabela 18.3), números de outras sementes (Tabela 18.7) e germinação/tetrazólio (Tabela 18.13).

 

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